QCP: Conflitos prejudicam ativos de risco, enquanto bitcoin mostra "resiliência" e pode caminhar para uma posição de ativo não tradicional de risco
De acordo com a BlockBeats, em 24 de março, a mais recente análise de mercado da QCP destacou que, apesar do ultimato de Trump em relação à situação do Irão não ter avançado conforme esperado e do prolongamento dos conflitos no Médio Oriente, levando o mercado a precificar um risco geopolítico mais elevado, os ativos de risco estabilizaram temporariamente à medida que os EUA adiaram medidas e sinalizaram “progresso no diálogo”.
O mercado cripto demonstrou certa resiliência. Durante o fim de semana, o Bitcoin chegou a cair abaixo dos 70 mil dólares, mas a queda geral foi significativamente menor do que em fases anteriores de “aversão ao risco”, não havendo uma liquidação acelerada por falta de liquidez. Segundo análises, isto pode estar relacionado com a diminuição do nível de alavancagem do mercado e, ao mesmo tempo, sugere que o Bitcoin está gradualmente a livrar-se da sua antiga característica de ser negociado apenas como um “ativo de alto beta de risco”.
No âmbito macroeconómico, a dívida dos EUA já ultrapassou 39 trilhões de dólares. Diante da possibilidade de uma expansão fiscal, sinais de estagflação e espaço limitado para políticas dos bancos centrais, o Bitcoin voltou a ser visto por alguns participantes de mercado como uma “alternativa de reserva de valor neutra”.
Fatores geopolíticos reforçam ainda mais esta lógica. O Irã sugeriu aceitar pagamento em yuan para permitir a passagem pelo Estreito de Ormuz; embora esta medida ainda não tenha sido implementada, gera espaço para debate sobre alternativas ao sistema de liquidação baseado no dólar. De acordo com analistas, se o conflito se prolongar, a narrativa do Bitcoin como “meio de liquidação sem permissão” pode voltar a ter destaque no mercado.
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