As ações da Microsoft caíram 23% este ano! Aumento dos investimentos e preocupações com IA são os dois principais “problemas”; relatório financeiro deste mês será um teste crucial
O Brazilian Financial News descobriu que alguns fatores desfavoráveis que impactam o preço das ações da Microsoft (MSFT.US) provavelmente não desaparecerão no curto prazo. A analista do Goldman Sachs, Gabriela Borges, destacou em um relatório recente publicado na segunda-feira que a queda de 23% nas ações da Microsoft este ano se deve principalmente a dois fatores. Primeiro, os gastos de capital continuam aumentando, mas as vendas do negócio de nuvem Azure não estão subindo no mesmo ritmo. Isso reacendeu preocupações do mercado sobre o retorno do investimento e a posição competitiva do Azure em relação aos concorrentes (como Amazon Web Services da Amazon). Segundo, o mercado permanece preocupado que os aplicativos corporativos de escritório da Microsoft (como Office 365) possam ser impactados por produtos concorrentes de inteligência artificial, como Claude Cowork da Anthropic. Essa preocupação decorre em parte da percepção de que o recurso Copilot da Microsoft está atrás de outras ferramentas de IA.
A Microsoft planeja divulgar seu balanço financeiro após o fechamento do mercado em 29 de abril. Os analistas acrescentaram: “Consideramos que antes da divulgação dos resultados, o risco e o retorno estão bem equilibrados. As perspectivas de curto prazo são mistas, mas as expectativas dos investidores já foram reduzidas.”
Após a divulgação de um relatório trimestral decepcionante em 28 de janeiro — que levou as ações da Microsoft a caírem quase 10%, a empresa precisa restaurar a confiança dos investidores. O foco dos investidores está nos impressionantes 37,5 bilhões de dólares de gastos de capital da empresa, destinados à construção de centros de dados para apoiar o desenvolvimento de sua inteligência artificial. O mercado interpreta que as margens de lucro da Microsoft enfrentarão pressão nos próximos trimestres.
Dan Ives, analista de tecnologia da Wedbush, afirmou: “Wall Street esperava ver menos gastos de capital e uma monetização mais rápida das soluções de nuvem e IA, mas a realidade é justamente o oposto. Sempre acreditamos que este é um processo de desenvolvimento de vários anos, e a Microsoft precisa continuar focada na construção de centros de dados, pois cada vez mais clientes estão entrando no caminho da inteligência artificial.”
No entanto, a excessiva atenção de Wall Street nos gastos de capital acaba escondendo o bom desempenho da Microsoft em outras áreas. A empresa divulgou resultados sólidos — receita de 81,3 bilhões de dólares, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo departamento de nuvem inteligente da empresa, especialmente pelo negócio Azure, cuja receita cresceu 39%, devido à aceleração da migração das empresas para infraestruturas impulsionadas por IA.
Enquanto isso, as expectativas de Wall Street para o lucro por ação (EPS) da Microsoft permanecem estáveis — o que pode refletir o forte desempenho de seus principais segmentos de negócio. O analista do JPMorgan, Mark Murphy, afirmou: “Em nossa opinião, o cenário maior é que os dois pilares principais de negócio da Microsoft já estão próximos de 100 bilhões de dólares cada — o negócio Azure, apesar das limitações de capacidade, ainda mantém taxas de crescimento de mais de 30%; o negócio comercial do Microsoft 365 segue com crescimento de dois dígitos. Além disso, a empresa já conquistou três trimestres consecutivos de aumento superior a 20% em receita operacional e lucro por ação.”
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