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Morgan Stanley analisa o modelo "Balanço como Serviço" da Nvidia (NVDA.US): ação com preço-alvo elevado para US$ 300, mantendo cautela no segmento de crédito

Morgan Stanley analisa o modelo "Balanço como Serviço" da Nvidia (NVDA.US): ação com preço-alvo elevado para US$ 300, mantendo cautela no segmento de crédito

智通财经智通财经2026/09/11 04:01
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Por:智通财经

A Nvidia está utilizando cada vez mais seu sólido balanço patrimonial para apoiar o financiamento de infraestrutura de IA. À medida que a exposição contingente aumenta, o mercado de crédito precisa prestar mais atenção.

Segundo informações do APP Notícias Inteligentes Financeiras, o Morgan Stanley publicou um relatório de pesquisa avaliando a “Balanço Patrimonial como Serviço” (Balance Sheet-as-a-Service) da Nvidia (NVDA.US) sob uma perspectiva de múltiplos ativos. O relatório aponta que a Nvidia está utilizando cada vez mais seu forte balanço para financiar infraestrutura de IA, com participações acionárias, pré-pagamentos, leasing, suporte residual, capacidade não vendida e acordos de participação de receita tornando-se mecanismos-chave para o financiamento do ecossistema de poder computacional. Com o aumento da exposição potencial, o lado do crédito requer maior atenção.

Os principais pontos do relatório estão divididos em duas partes: ações e crédito. O Morgan Stanley atribui à ação da Nvidia uma classificação “Overweight” (compra), com preço-alvo de US$ 300; no segmento de crédito, mantém posição “Neutra/Em Observação”, indicando que os riscos de cauda ainda estão em estágio inicial, com baixa transparência e escala significativa, por isso não recomenda entrada no momento.

No segmento de ações: classificação “Overweight”, preço-alvo de US$ 300

O analista Joseph Moore, do Morgan Stanley, atribuiu uma recomendação de “Overweight” para Nvidia, com preço-alvo de US$ 300. Ele considera que o sólido desempenho trimestral estabelece uma base mais favorável para a trajetória futura.

Em detalhes, Rubin devolve à Nvidia o controle da narrativa. Comparado ao Grace Blackwell Ultra, Rubin apresenta um aumento de 30 vezes em throughput por megawatt, com o custo por token reduzido em 35%; a oportunidade de mercado por gigawatt também passou de US$ 18 bilhões no Hopper, para US$ 25 bilhões no Blackwell, chegando a US$ 40 bilhões no Vera Rubin.

A administração também fez comentários muito positivos sobre o ano fiscal de 2028. O relatório destaca que cerca de 70% do crescimento de receita desse ano fiscal continuará fortemente limitado pela oferta, frente a uma demanda muito superior a esse patamar. Conforme a linha de produtos se diversifica, incluindo redes, Groq e Vera, a Nvidia pode capturar maior valor.

A redefinição da margem bruta dissipou preocupações do mercado. A diretriz para 2028 é de margem bruta entre 72%-73%, alinhada com as expectativas do Morgan Stanley, principalmente transferindo os altos custos de armazenamento e aumentando o lucro bruto. Os compromissos de fornecimento mais que dobraram para US$ 279 bilhões, com US$ 179 bilhões cobrindo a maior parte do custo estimado de produtos vendidos (COGS) de US$ 252 bilhões nos exercícios de 2027-2028.

A participação de receita ainda não foi incluída nas projeções, trazendo potencial de alta. Novas oportunidades ligadas à nuvem ainda são pequenas, mas crescem rapidamente. Com apenas alguns gigawatts implantados, o EPS do ano fiscal de 2029 pode ter revisão de dois dígitos, com riscos de queda limitados.

Além disso, investimentos no ecossistema e retorno em dinheiro continuarão. A combinação de dividendos trimestrais e recompra de ações anualizada supera US$ 100 bilhões, e para o próximo ano, espera-se crescimento alinhado ao das receitas. O relatório aponta que, mesmo com consumo parcial de caixa para suporte ao ecossistema, a lógica de valorização se mantém.

No segmento de crédito: posição “Neutra/Em Observação”, riscos de cauda ainda difíceis de avaliar

A analista de Crédito TMT do Morgan Stanley, Lindsay Tyler, atribui classificação “Neutra/Em Observação” (Neutral | Sidelined) para o crédito da Nvidia. De acordo com o relatório, o crescimento excepcional está transformando o balanço da companhia em uma ferramenta estratégica de financiamento em IA, ao mesmo tempo que traz novos riscos. Os modelos e indicadores de valor relativo mostram situação ainda controlada, porém, os riscos de cauda permanecem em estágio inicial, com baixa transparência e grande escala, justificando a cautela.

O relatório projeta que, até o final de 2028, a exposição total de crédito da Nvidia poderá chegar a cerca de US$ 200 bilhões; desses, aproximadamente US$ 170 bilhões seriam “exposição potencial”, distribuídos em três partes principais:

1. Cerca de US$ 40 bilhões: relacionados a passivos de leasing, incluindo compromissos ainda não iniciados, garantias de parceiros em leasing, entre outros;

2. Cerca de US$ 65 bilhões: ligados ao potencial suporte residual, para alavancar mais de US$ 500 bilhões de capital de terceiros, a Nvidia pode, em determinados casos, fornecer suporte residual de até 25%;

3. Cerca de US$ 65 bilhões: relacionados a novos modelos de participação de receita/suporte de crédito. Esse modelo pode estabelecer patamares mínimos de receita, de modo que a Nvidia só participe do lucro quando a receita dos provedores de nuvem com GPUs da Nvidia ultrapassar um valor acordado, o que ajuda a encurtar o prazo dos contratos com clientes e estender o financiamento.

O Morgan Stanley indica que o spread de crédito da Nvidia melhorou, mas ainda sugere paciência aos investidores. O relatório indica que, como uma entidade de crédito classificada como Aa1/AA, o spread de negociação aparenta-se amplo, mas considerando que pelo menos US$ 1 trilhão em financiamento para inovação ligada a GPU/XPU no ecossistema carece de clareza e transparência, ainda é cedo para entrar. O banco mantém postura “Neutra” em relação ao crédito da Nvidia, ressaltando que o risco é que a exposição potencial possa ser menor que o projetado.

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