A União Europeia reafirma que não retomará a importação de petróleo russo; Trump enfrenta pressões fiscais, inflacionárias e nas pesquisas; postura hawkish dos bancos centrais globais impulsiona alta dos títulos do Tesouro dos EUA --- 0323 Panorama Macroeconômico
Em 18 de março, a União Europeia contornou a oposição da Hungria e concordou em conceder um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia. Em relação à liberação do petróleo russo pelos Estados Unidos, a União Europeia afirmou claramente em 16 de março que não irá alterar sua política energética devido à volatilidade de curto prazo do mercado, permanecendo firme na decisão de desvincular progressivamente sua dependência energética da Rússia e acelerar a promoção de energias renováveis.
Com a prolongação do conflito no Irã, o governo Trump enfrenta uma pressão tripla: fiscal, inflacionária e de opinião pública. No aspecto fiscal, as ações militares contra o Irã já custaram cerca de 11 bilhões de dólares. No aspecto inflacionário, o prêmio de risco do Estreito de Hormuz continua sustentando os preços do petróleo. Já nas pesquisas de opinião, o índice de apoio a Trump caiu para 39%.
Impulsionados pelo posicionamento hawkish do FOMC e dos bancos centrais globais, os rendimentos dos títulos americanos subiram de forma expressiva em todas as maturidades, com a ponta curta registrando aumentos maiores do que a longa, refletindo expectativas de inflação em alta e recuo na expectativa de corte de juros. Apesar da vantagem dos Estados Unidos como “moeda petrolífera”, o Banco da Inglaterra manteve as taxas de juros e as expectativas de aumento de juros pelo Banco Central Europeu aumentaram, promovendo o fortalecimento do euro e da libra, o que levou à queda do índice do dólar.
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